COLUNAS - A Enciclopédia
1° CADERNO
Capa
Índice
Últimas
Opinião
Tema do dia
Informática
Educação
Consumo
Imprensa
Economia
Política
Mundo
Cultura
Esportes
GUIA
Memória do Correio
Grita Geral
Matérias
Tome Nota
Divirta-se
COISAS DA VIDA
Matérias
SUPLEMENTOS
Emprego
Pensar
Correio da TV
COLUNAS
Correio do Brasiliense
Dicas de Português
Web
Receitas de um pediatra
Márcio Cotrim
Fala, Zé...
Fique ligado
Crônica da Cidade
Valéria Blanc
A Enciclopédia
Desabafo
CAPA - PDF
Capa em PDF
ESPECIAIS
Código de Ética
SETE DIAS
Domingo
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
      
Brasília, domingo,
11 de novembro de 2001
A Enciclopédia
Missão impossível
Nilton Santos

Não adianta chorar pelo leite derramado. A verdade é que em nenhum momento a Seleção Brasileira fez por merecer a vitória. Sequer o empate. Os bolivianos foram melhores do princípio ao fim. O gol de Edílson deu-nos apenas a expectativa de que o time se acalmaria, passaria a trocar passes e a impor seu ritmo. Em nenhum momento, porém, isso aconteceu.
  A bem da verdade, o gol não fazia justiça ao time boliviano. Foi o primeiro chute brasileiro em mais de 20 minutos de jogo. Até ali, os bolivianos já tinham chegado ao nosso gol várias vezes. No segundo tempo, tivemos apenas uma chance de ouro, com Rivaldo. Eles tiveram muito mais, algumas delas salvas milagrosamente pelo Marcos. Então, não adianta lamentar. Nem, muito menos, sustentar a tese de que o Brasil, se não tomasse aquele segundo gol, poderia segurar pelo menos o empate. Bobagem. Os bolivianos envolveram nosso time do princípio ao fim. Jogaram como quiseram, criaram como e quando bem entenderam diante de um time atônito e sem forças para reagir.
  A classificação ficou para ser carimbada diante da Venezuela, em São Luís. Por mais que tenham melhorado, os venezuelanos não podem assustar o Brasil. O forte deles nunca foi o futebol, que deve ser o quinto ou sexto esporte na escala da preferência nacional. Eles gostam mesmo é de beisebol, basquete, rugby, golfe, tênis e por aí a fora. Não há como imaginar sequer a possibilidade de empate. Ou o nosso time vence (e bem) ou melhor será não ir a lugar algum, sob o risco de levar o futebol tetracampeão mundial a um grande e desastroso mico no Mundial.
  Ir à Copa graças ao Equador, rogar aos deuses do futebol que a Argentina despache a Celeste Olímpica ou admitir a possibilidade de disputarmos a vaga na repescagem, com a Austrália, seria vexaminoso ao extremo. Melhor seria ficar fora da Copa e dar início a uma boa reformulação, com a exclusão dos atuais cartolas que devastam nosso futebol.
  O declínio do futebol brasileiro não tem como ser imputado apenas à baixa produtividade dos jogadores. Certamente, deve ser atribuído, também, e muito mais, aos fatos negativos dos bastidores, dos tapetões, dos cartolas que fazem dos clubes trampolins políticos e lobby para suas ambições pessoais. Enquanto essa higienização não vier, não dá para vislumbrar luz no fim do túnel.
  Mas não dá para ter medo da Venezuela.
 
 
  O Botafogo só enfrentou o Grêmio no Maracanã em razão de mais uma lambança promovida pela Federação Estadual do Rio de Janeiro. Mais precisamente, do conceituado presidente da entidade carioca, o nefasto Eduardo Viana, o Caixa D’Água. O alvinegro programou-se para jogar no estádio do América, em Edson Passos, na Baixada Fluminense. Já estava tudo marcado quando, de repente, a diretoria alvinegra tomou conhecimento de que o jogo fora transferido para o estádio do Bangu, em Moça Bonita. O referido dirigente não admitia que a partida fosse realizada no estádio do América em razão da antipatia que nutre por Giulite Coutinho, ex-presidente da CBF e Grande Benemérito do América. Para não se submeter a tamanha aberração, o presidente Mauro Ney Palmeiro decidiu levar o jogo para o Maracanã, assimilando um custo cinco vezes maior.
  No atual estágio do futebol carioca, Eduardo Viana parece ter mesmo boas razões para não gostar de Giulite Coutinho. Afinal, o ex-presidente da CBF é considerado um empresário sério, íntegro, realizado, realizador e organizado. Tudo o que os cariocas não vêem há muitas luas na entidade do Caixa D’Água, que dessa forma atuou contra os interesses do seu filiado e do próprio futebol carioca. O cara é demais.


BAÚ
O picolé

  Contam antigos cronistas de Brasília que o atual presidente da Radiobrás, Carlos Zarur, tentou, há anos — e desistiu — ser repórter esportivo. Certa vez, ao anunciar uma substituição no Bahia, que atuava contra o Ceub, no Pelezão, Zarur deu a informação, à beira do gramado:
  — O Bahia vai promover uma substituição. Picolé já está esquentando e vai entrar no time.
  Da cabine, Juanito Bernardo, que narrava, não deixou passar a oportunidade:
  — Zarur, olho vivo aí porque se esquentar muito o Picolé derrete...


  © Copyright CorreioWeb Fale com a gente Publicidade


.