GUIA - Matérias
1° CADERNO
Capa
Índice
Últimas
Opinião
Tema do Dia
Saúde
Cidades
Segurança
Política
Cultura
Economia
Mundo
Educação
Guerra
Esportes
A Foto do Dia
GUIA
Memória do Correio
Grita Geral
Matérias
Divirta-se
Tome Nota
Tevê
COISAS DA VIDA
Almanaque
Matérias
SUPLEMENTOS
Este é Meu!
Lugares
COLUNAS
Brasília-DF
Crônica da Cidade
Dicas de Português
Mil Coisas
Passaporte
Valéria Blanc
.web
CAPA - PDF
Capa em PDF
ESPECIAIS
Código de Ética
SETE DIAS
Domingo
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
      
Brasília, quarta-feira,
06 de fevereiro de 2002
Matérias
EDUCAÇÃO
Treinando para poliglota

Depois de aprender a falar inglês, muita gente procura estudar uma segunda língua. Espanhol, francês, italiano e até alemão são os cursos mais requisitados
Da Redação
Carlos Vieira
Aos sábados pela manhã, Isabela cursa aulas de espanhol, terceiro idioma estrangeiro que estuda: “meu trabalho não está restrito ao Brasil”

Saber falar inglês já faz parte das exigências de um currículo básico. O diferencial agora são as outras línguas que ganham importância, quanto mais globalizado se torna o mundo. Nesse contexto, o espanhol tem status de segunda língua mais falada depois do inglês aqui no Brasil. Não era para menos, com o Mercosul, as oportunidades de intercâmbio com países de língua espanhola tornaram-se bem mais freqüentes.
  Além do mais, em um mercado competitivo outros diplomas em língua estrangeira são bem-vindos. É claro que garantir fluência em mais de um idioma não é nada fácil. Toma tempo e dinheiro, justamente quando esses dois quesitos fazem tanta falta, na fase adulta. Segundo a diretora do Goethe-Zentrum Brasília, Sabine Plattner, 37 anos, a maioria das pessoas procura um segundo ou terceiro idioma com objetivo específico. ‘‘Geralmente querem fazer um curso de graduação ou mesmo mestrado no exterior e precisam aprender logo a língua’’, conta.
  Segundo Sabine, esses alunos são muito dedicados e acabam aprendendo rápido. Por isso, para eles, curso demorado não tem vez. Partem logo para os intensivos. Ao invés de duas vezes por semana ao longo de vários e vários semestres, aulas todos os dias com carga horária dobrada. ‘‘Os alunos acham o curso regular muito monótono e acabam se desmotivando. A maioria pede o curso semi-intensivo’’, conta Cynthia Albuquerque, secretária pedagógica da Aliança Francesa.
  A estudante universitária Isabela Medeiros, 21 anos, sabe como é difícil conciliar o estudo das línguas com a rotina de universidade e trabalho. Ela é estudante de Economia da Universidade de Brasília (UnB) e estagiária do Banco do Brasil. São os sábados pela manhã que Isabela tira para aprender espanhol, o terceiro diploma de línguas que pretende incluir ao seu currículo. Ela já domina o inglês e o francês. ‘‘Meu trabalho não está restrito ao Brasil. Para a área que quero seguir de economia internacional, quanto mais línguas eu falar, mais oportunidades terei’’, acredita.


O mapa das línguas

Fluência certificada
Os testes de proficiência em línguas estrangeiras significam segurança para o estudante, porque esses certificados são reconhecidos internacionalmente. Eles servem para atestar o conhecimento do aluno na língua e garantir a vaga em uma universidade no exterior. Além disso, os diplomas podem ser usados para aproveitamento de créditos em instituições de ensino superior brasileiras. Confira os níveis e as próximas datas de realização das provas de proficiência em Alemão, Italiano, Espanhol e Francês:

ALEMÃO
O tempo para o aprendizado do alemão vai depender da finalidade do estudante. Caso não tenha pressa, o estudante poderá optar pelo curso regular, levando de 6 a 16 meses para cumprir os níveis básico, intermediário e avançado. Se o aprendizado tiver que ser acelerado, o aluno participará das turmas intensivas, nas quais um semestre é cumprido em três semanas. A carga horária e o número de encontros semanais são maiores.

Testes — As provas de proficiência da língua alemã são realizadas pelo Goethe-Zentrum Brasília, na 707/907 Sul. Esse centro é credenciado pelo Instituto Goethe Mundial. As provas são em junho e novembro e também podem ser marcadas de acordo com a demanda de alunos. A validade do título é permanente e a prova do nível superior (ZOP) é aceita nas universidades da Alemanha.

ZD — Certificado Alemão. Preço da prova: R$ 70 para alunos do Goethe- Zentrum Brasília e R$ 140 para os demais
ZMP — Prova Central do Nível Intermediário. Preço: R$ 100 para alunos do Goethe-Zentrum Brasília e R$ 200 para os demais
ZOP — Prova Central do Nível Superior. Preço: R$ 215 para todos os alunos
Mais informações: Goethe-Zentrum Brasília na 707/907 Sul — 244-4884

FRANCÊS
Seis semestres é o tempo estimado para o estudante da língua francesa ter a noção básica da língua, seguindo o método regular. Daí até a formatura no avançado serão, no mínimo, mais quatro anos. Mas esse período pode ser acelerado, desde que o estudante se submeta às aulas intensivas. Aí as etapas básica e intermediária podem ser cumpridas em menos de um ano e meio. A carga horária e o número de aulas são maiores.

Testes — Os exames de proficiência para o Francês (Nancy) são organizados pela Delegação Geral das Alianças Francesas, no Rio de Janeiro, e podem ser aplicados pela Aliança Francesa, na 707/907 Sul. Lá se prestam provas para todos os níveis do Nancy, inclusive o Dalf (Diploma Aprofundado de Língua Francesa), reconhecido nas universidades da França. As provas são em junho e setembro, mas o Dalf só é realizado no segundo semestre. As três provas têm validade permanente.

Delf 1 — Diploma de Estudos de Língua Francesa, nível básico
Delf 2 — Diploma de Estudos de Língua Francesa, nível intermediário
Dalf — Diploma Aprofundado de Língua Francesa
Mais informações: Aliança Francesa, na 707/907 Sul — 242-7500

ESPANHOL
O tempo para o aluno aprender a falar e a escrever bem o espanhol é estimado em quatro anos. Isso vale para os cursos regulares, que compreendem dois encontros semanais entre 1h15 e 1h30. A apreensão pode ser adiantada em até dois anos, para os alunos das turmas intensivas. Estes terão em torno de três a quatro encontros semanais, com carga horária dobrada em relação ao método tradicional.
Testes — As provas que atestam conhecimento na língua espanhola são organizadas pelo Ministério da Educação da Espanha e aplicadas pelo Centro Cultural Brasil-Espanha, na 907 Sul. Qualquer aluno está autorizado a prestar os exames para os níveis básico, intermediário e avançado do Diploma de Espanhol Como Língua Estrangeira (Dele). As provas serão realizadas de 10 a 12 de maio e de 8 a 10 de novembro. O DSE é reconhecido nas universidades espanholas. As inscrições estarão abertas a partir de março. As provas têm validade permanente.
CIE — Certificado Inicial de Espanhol
DBE — Diploma Básico (equivale ao intermediário)
DSE — Diploma Superior de Espanhol
Mais informações: Centro Cultural Brasil-Espanha, na 907 Sul — 443-9916

ITALIANO
Para falar e escrever bem o italiano o aluno vai precisar de, no mínimo, seis semestres de aulas, se a opção for pelo curso regular. Nesse caso, são dois encontros por semana, com carga horária de 1h30 por aula. O aprendizado do módulo básico também pode ser adiantado com os intensivos de verão e das férias de julho. Um mês com pelo menos quatro aulas por semana é o suficiente para o aluno ter noções dessa língua.
Testes — As provas que atestam conhecimento na língua italiana são organizadas pelo Ministério de Relações Exteriores da Itália e aplicadas pelos Institutos Italianos de Cultura no Rio de Janeiro e em São Paulo. Qualquer aluno está autorizado a prestar os exames para os níveis básico, intermediário e avançado do Certificado Estrangeiro de Língua Italiana (Celi e Cile). Esses diplomas são reconhecidos na maioria das universidades da Itália.
Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro — (21) 2262-9017
Instituto Italiano de Cultura de São Paulo — (11) 3285-6933


   Cuidado com falso real  
   Pelas cidades  
   Bicho a bordo  

  © Copyright CorreioWeb Fale com a gente Publicidade


.