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A Espinha do Diabo
(Espanha/México, 2001). De Guillermo Del Toro. Com Eduardo Noriega, Marisa Paredes e Federico Luppi. Warner, em vídeo e DVD, 110 min. ****
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Sinopse
Na Espanha no fim dos anos 30, o garoto Carlos é abandonado em orfanato isolado. Ele começa a fazer contato com Santi, menino desaparecido em circunstâncias misteriosas, que envolvem o porteiro da instituição, Jacinto, a diretora, Carmen e um veterano professor, Casares.
Crítica
Injustamente reduzido ao rótulo ‘‘filme de terror’’, é, na verdade, uma surpreendente junção do realismo fantástico latino com ingredientes de faroeste. A cuidadosa direção do elenco e o desfecho nada hollywoodiano são outros pontos altos do filme. (Carlos Marcelo)
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A Senha: Swordfish
(EUA, 2001). De Dominic Sena. Com John Travolta, Hugh Jackman e Halle Berry. Warner, em vídeo e DVD, 100 min. **
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Sinopse
Até então fora de atividade, o talentoso hacker Stanley Jobson precisa voltar ao ramo ao ser ameaçado de morte por um terrorista. A pedido dele, Jobson deve violar sistemas de segurança do governo norte-americano. A idéia consiste em roubar bilhões de dólares em fundos ilegais do governo.
Crítica
O filme traz a marca de Sena, o mesmo diretor de 60 Segundos: a profusão de efeitos especiais e de malabarismos técnicos deixa a história em segundo plano. Passado o impacto das primeiras cenas, A Senha se mostra previsível como muitos outros filmes de ação. (Gustavo Galvão)
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Pecado Original
(EUA, 2001). De Michael Cristofer. Com Antonio Banderas, Angelina Jolie e Thomas Jane. Fox, em vídeo e DVD, 118 min. **
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Sinopse
Ambientado em Cuba, século 19, acompanha jogo de luxúria criado a partir de um casamento por encomenda. Rico e ingênuo, Luis Vargas arranja noivado com Julia Russell que logo revelará caráter bem ordinário. A fuga da moça, com o dinheiro dele, desencadeia vingança imediata.
Crítica
Extraída de texto de Cornell Woolrich, a trama vem carregada de sensualidade, cobiça, reviravoltas e, pouca credibilidade. Enquanto um envolvimento crível do casal protagonista faz falta, sobra apelo lascivo nos lábios carnudos de Jolie, que se destaca no elenco. (Ricardo Daehn)
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Todo Mundo em Pânico 2
(EUA, 2001). De Keenen Ivory Wayans. Com Shawn Wayans e Marlon Wayans. Imagem Filmes, em vídeo e DVD, 85 min. *
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Sinopse
Os personagens são praticamente os mesmos de Todo Mundo em Pânico. Entre outros, estão de volta o traficante Shorty e o gay malhadão Ray Maker. Um ano depois de se livrarem de um psicopata, eles precisam encarar um caso de possessão demoníaca numa mansão chamada ‘‘Casa do Inferno’’.
Crítica
O primeiro ainda servia como entretenimento de rápida assimilação. No segundo, sobram clichês e situações desgastadas. E o pior: a trama está tomada de piadas de gosto duvidoso de ponta a ponta. A única qualidade acaba sendo o curtíssimo o tempo de duração. (G.G.)
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Crítica Macabro e malicioso
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Gustavo Galvão
Da equipe do Correio
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| Na produção francesa Harry, Sergi Lopez (D) transforma vida de um casal em inferno |
Alfred Hitchcock deixou inúmeros filhos bastardos. Gente como Brian De Palma, que chegou a abdicar de estilo próprio e assumiu a influência do cineasta inglês ao dirigir thrillers de suspense. Hitchcock provavelmente não sentiria orgulho de seus filhos, eles tendem a banalizar o gênero. O alemão radicado na França Dominik Moll pode ser considerado exceção. Com Harry Chegou para Ajudar, ele assina trama enxuta e diabólica, como o inglês costumava fazer.
Pena que poucos tiveram a oportunidade de ver Harry Chegou para Ajudar nos cinemas. Exibido apenas no Rio e em São Paulo, o filme estréia em Brasília diretamente nas locadoras de vídeo, sem o alarde merecido. A considerar pelo que se vê no circuito comercial, Dominik está alguns anos-luz adiante. Tanto que foi barbada no Oscar do cinema francês, o César, onde arrebatou quatro estatuetas: direção, ator (Sergi Lopez), montagem e som.
O filme surpreende pela malícia da história, que se situa em um lugar não-definido entre o suspense e a comédia de humor negro, quase doentio. Isso provoca desconforto no espectador. Dominik busca o suspense sem apelar para o sangue e outras soluções fáceis. O foco está nas implicâncias psicológicas. Um parente de Funny Games, do austríaco Michael Haneke, embora bem menos perturbador.
Outra virtude do projeto são os atores, eficientes ao dar vida a personagens de caráter misterioso. O espanhol Sergi Lopez (de Uma Relação Pornográfica) interpreta Harry, sujeito aparentemente inofensivo que encontra (por acaso?) um amigo dos tempos de colégio, Michel, vivido por Laurent Lucas. Isso acontece no banheiro de posto à beira de uma estrada.
Ao ver que Michel e a mulher dele (Mathilde Seigner) estão com as finanças apertadas, Harry decide ajudá-los. Dá-lhes dinheiro e um carro novo. As coisas começam a ficar estranhas. Em uma cena macabra de tão insólita, Harry chega a recitar um poema que Michel havia escrito muitos anos antes. É um caso de admiração cujas conseqüências tendem a ser trágicas.
Dá para imaginar o que vai acontecer quando as coisas ficam estranhas, mas isso não diminui o suspense. O ponto-chave de Harry Chegou para Ajudar são os personagens. A todo momento o roteiro testa os limites éticos de cada um deles. Como nos filmes de Hitchcock, o suspense extrapola as fronteiras do mero entretenimento para lançar um curioso olhar sobre a mentalidade humana.
| SERVIÇO
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HARRY CHEGOU PARA AJUDAR (Harry, Un Ami Qui Vous Veut du Bien, França, 2000). Direção: Dominik Moll. Com Sergi Lopez, Laurent Lucas, Mathilde Seigner e Sophie Guillemin. Warner, em vídeo e DVD, 112 min. ****
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