1° CADERNO - Mundo
1° CADERNO
Capa
Índice
Últimas
Opinião
Tema do Dia
Saúde
Cidades
Segurança
Política
Cultura
Economia
Mundo
Educação
Guerra
Esportes
A Foto do Dia
GUIA
Memória do Correio
Grita Geral
Matérias
Divirta-se
Tome Nota
Tevê
COISAS DA VIDA
Almanaque
Matérias
SUPLEMENTOS
Este é Meu!
Lugares
COLUNAS
Brasília-DF
Crônica da Cidade
Dicas de Português
Mil Coisas
Passaporte
Valéria Blanc
.web
CAPA - PDF
Capa em PDF
ESPECIAIS
Código de Ética
SETE DIAS
Domingo
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
      
Brasília, quarta-feira,
06 de fevereiro de 2002
Mundo
ARGENTINA
Mais dois dias de feriado bancário

Derrotado pela Suprema Corte e com receio da corrida aos bancos, governo adia reabertura do mercado de câmbio até fechar seu pacote econômico
Da Redação
Com agências


Ali Burafi/AFP
Grupo de desempregados protesta em frente ao prédio do Ministério do Trabalho e da Suprema Corte

O ministro da Economia da Argentina, Jorge Remes Lenicov, prorrogou o feriado bancário parcial por mais dois dias. Assim, a população só poderá usufruir as novas regras, menos rígidas, para sacar dinheiro dos bancos na próxima sexta-feira. Até lá, as instituições financeiras poderão realizar apenas algumas operações, entre elas o pagamento de salários e aposentadorias, a cobrança de impostos e tarifas. Nesses dias, as retiradas continuarão limitadas a um máximo de 1.500 pesos mensais nas contas-salários e a 1.200 pesos mensais nas demais contas.
  Lenicov tomou a decisão depois de se reunir, por mais de uma hora, com o presidente do Banco Central argentino, Mario Blejer. Eles não deram detalhes do que se falou. Explicaram apenas que precisam de mais tempo para redigir as circulares, resoluções e decretos que tornarão o curralzinho (como a população chama o bloqueio das contas-correntes) menos indigesto. O Banco Central deve também limitar a venda de dólares pelos bancos.
  A verdade é que as autoridades estavam preocupadíssimas com a possibilidade de a população avançar sobre as reservas bancárias, depois da expansão dos limites de saques. A manchete do diário Página 12, jornal popular de Buenos Aires, dizia que funcionários do Ministério da Economia e do Banco Central tiveram insônia nervosa entre segunda-feira e ontem. Tudo por causa da ansiedade com que esperam as mudanças no curralzinho.
  Para azedar o espírito nacional, o Indec (instituto semelhante ao IBGE) divulgou o índice de inflação de janeiro. Segundo ele, os preços avançaram 2,3% no país. Foi o maior da última década. Apenas em janeiro de 1992, no início do Plano de Conversibilidade do ex-ministro Domingo Cavallo, a inflação atingira 3%.
  O detalhe é que a economia argentina está em recessão há 43 meses. Ou seja, o ambiente é hostil a qualquer elevação de preços. O que faz os varejistas desafiarem a teoria econômica é a confiança dos argentinos na moeda nacional, o peso, que é igual a zero. Os lojistas simplesmente congelaram seus preços em dólares, mesmo impossibilitados de receber a moeda norte-americana como meio de pagamento. Por isso, os preços sobem um degrau a cada vez que o peso perde valor.
  Desnorteada com a economia, a população não se cansa de protestar. Um grupo de desempregados e integrantes das assembléias de bairros se aglomerou na frente do Ministério do Trabalho e da Suprema Corte gritando refrões contra a corrupção.


   Democratas atacam orçamento  
   Por Aí  

  © Copyright CorreioWeb Fale com a gente Publicidade


.