Samanta Sallum
Da equipe do Correio
| Sérgio Amaral |
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| Rollemberg rebate críticas do candidato petista ao Buriti, Geraldo Magela: ‘‘Ele precisa resolver a rejeição que tem dentro do próprio partido’’ |
Atordoado com o anúncio da pré-candidatura do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) ao governo do Distrito Federal, o PT corre agora atrás do prejuízo. Lutará pela manutenção da aliança com PPS e PC do B para apoiar o deputado federal Geraldo Magela (PT) na corrida ao Palácio do Buriti. Com mais um concorrente de esquerda no páreo, a estratégia dos petistas é apressar o anúncio da composição de sua chapa majoritária. Assim, tentará lançar de vez os outros partidos de oposição, que agora são alvo de forte assédio de Rollemberg.
O PT tratou logo de marcar reunião para amanhã, às 9h30, com os partidos que, pelo menos por enquanto, dizem estar com o pé dentro da Frente Brasília Popular. O bloco, liderado pelos petistas, apóia Magela. A divulgação oficial da chapa pode ser feita no encontro, que será na sede do PC do B, no Conic. Lá estarão representantes do PDT, PPS ,PCB, PMN, PHS e PC do B.
O ex-deputado distrital Carlos Alberto Torres do PPS deve ser confirmado como vice na chapa de Magela. O senador Lauro Campos (PDT) será o segundo candidato ao Senado da Frente. O que ainda não foi definido é o nome para ocupar a vaga de suplente do ex-governador Cristovam Buarque (PT), o outro pré-candidato ao Senado. O próprio PT já está de olho no espaço.
‘‘Já temos uma aliança construída e vamos mantê-la mesmo sem o PSB. A esquerda no Distrito Federal só tem um candidato e a referência é o PT. A candidatura de Rollemberg não contribui em nada para a derrota de Roriz’’, destacou Wilmar Lacerda, presidente regional do PT.
O dia ontem foi de ressaca para alguns partidos de oposição. Momento de digerir a repentina decisão Rollemberg anunciada na segunda-feira e que rachou o bloco de esquerda. ‘‘É claro que a candidatura de Rollemberg divide os votos da esquerda. Agora deveria ser a hora de unir. Com todos os partidos de oposição juntos, já seria difícil derrotar uma possível candidatura de Roriz. Separados, o cenário é favorável ao governador’’, analisa o cientista político David Fleischer.
Fleischer aponta que a candidatura de Rollemberg só é positiva para o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que entrou na disputa presidencial. ‘‘Como estratégia de Garotinho, a decisão é acertada para fortalecer o PSB nacional’’, comenta Fleischer.
O PC do B também avaliou com preocupação a entrada de mais um concorrente de esquerda na sucessão local. ‘‘Devemos continuar lutando pela unidade. Estamos surpresos. Agora é hora de conversar e tentar retomar o caminho da união, só esse nos levará a vitória’’, comentou o deputado federal Agnelo Queiroz (PC do B).
O PPS elogiou a candidatura de Rollemberg, entretanto, demonstra estar mais disposto a fechar aliança com o PT. ‘‘Nosso partido não pode andar em zigue-zague. Já temos um compromisso prévio com a Frente’’, esclarece Amauri Pessoa, presidente regional do PPS. ‘‘Cumprimentamos Rollemberg pela coragem de encarar o desafio. É o deputado mais atuante na Câmara Legislativa e esperamos estar juntos no segundo turno’’, completou Pessoa.
Alguns petistas debocham da candidatura de Rollemberg. ‘‘Isso é uma aventura. Um invenção do Garotinho, que inventou sua candidatura à presidência, dividindo também a esquerda no plano nacional. Rollemberg não tem chances de ganhar’’, aposta o ex-deputado federal Chico Vigilante (PT). Mas existem fiéis colaboradores do governo Cristovam Buarque que acreditam no crescimento de Rollemberg. Um deles é o ex-secretário de Comunicação do Governo do Distrito Federal, Luiz Gonzaga Motta, que esteve presente ao anúncio de Rollemberg.
‘‘A campanha de Rollemberg me empolga. Até agora não estava entusiasmado a participar desse processo. Agora estou. Essa candidatura não é sectária. Veio arejar a disputa, para conquistar um eleitorado que está no limbo’’, disse.
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