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Brasília, quarta-feira,
06 de fevereiro de 2002
Esportes
Gama contra o tabu
Cida Barbosa
Da equipe do Correio


Paulo de Araújo 10.11.00
Paulo Henrique aposta em boa campanha do time na Copa do Brasil

 O Gama não tem muito do que se orgulhar de suas investidas na Copa do Brasil, torneio que garante ao campeão uma vaga para a Taça Libertadores. Em sete participações, o alviverde não passou da segunda fase. Foram 16 jogos com 11 derrotas, três empates e duas vitórias. No ano passado, foi eliminado pela Ponte Preta, na derrota, em casa, por 2 x 0, depois de empatar o primeiro jogo, em Campinas, por 0 x 0.
  Este ano, na 14ª edição do torneio, o Gama tenta acabar com o péssimo retrospecto, mas o pontapé inicial será com uma pedreira: o Criciúma-SC, nada menos do que o vice-líder, invicto, da Copa Sul-Minas. A partida está marcada para as 20h30, no estádio Heriberto Hulse.
  O técnico Sérgio Alexandre se atrapalha ao tentar explicar o sentimento do grupo em relação ao tabu. ‘‘Nosso objetivo não é quebrar essa escrita, mas chegar a uma condição melhor do que nos anos anteriores’’, arrisca. ‘‘Queremos ser uma equipe que cause surpresa.’’
  Os jogadores acreditam que a história será diferente porque o Gama manteve a maior parte do grupo que disputou o Campeonato Brasileiro de 2001. A diretoria costumava emprestar atletas no primeiro semestre para clubes do interior de São Paulo. ‘‘O entrosamento já existe. Antes, faltava continuidade de trabalho’’, aponta o lateral Paulo Henrique.
  A novidade é a mudança no esquema 4-3-3. No Campeonato do Centro-Oeste, o Gama tem atuado com três volantes. Com a contusão de Róbston (torção no joelho esquerdo), Sérgio Alexandre resolveu escalar um meia em seu lugar. A vaga ficou com o jovem Rodriguinho, 21 anos.
  Os outros desfalques são o lateral-direito Wilson Goiano, machucado no tornozelo direito, e o volante Nen, com torção no joelho esquerdo. A dúvida é em relação ao substituto de Nen. As opções são Jéfferson e Charles.
  De acordo com o regulamento da competição, a equipe visitante que ganhar por mais de um gol de diferença se classificará automaticamente para a segunda fase, sem necessidade do jogo de volta. Sérgio Alexandre brinca: ‘‘Se ganharmos de meio a zero já estará bom’’, ri.
  
Criciúma
O vice-campeão catarinense tenta repetir o feito de 1991, quando ficou com o título do torneio, sob o comando de Luiz Felipe Scolari. O único desfalque do time é o atacante Cristian, machucado.
  Na Série B do Brasileiro de 1998, Gama e Criciúma se enfrentaram duas vezes, na disputa por uma vaga no quadrangular final. O pentacampeão candango venceu em casa por 2 x 1 e arrancou um empate por 1 x 1 no Heriberto Hulse. O alviverde acabou conquistando o título e subiu para a primeira divisão.

CRICIÚMA
Roberto; Luciano Martins, Luciano, Turatto e Alonso; Dione, Paulo César, Juca e Jéfferson Feijão; Anderson Lobão e Cristiano
Técnico: Cuca

GAMA
Fábio Noronha; Paulo Henrique, Gérson, Jairo e Rochinha; Deda, Jéfferson (Charles) e Rodriguinho; Anderson, Dimba e Romualdo
Técnico: Sérgio Alexandre

Local: Estádio Heriberto Hulse
Horário: 20h30
Árbitro: Edílson Soares da Silva (RJ).


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