|
|
|||
|
|||
|
ARTIGO / QUADRINHOS / DESENHOS / FOTOS DO LEITOR Contribuições devem incluir nome e endereço completo, fotocópia de identidade e telefone para contato. E-mail:catalao@correioweb.com.br A greve e sua razão
Além dos salários defasados, nem sequer podemos contar com nossos parcos vencimentos, pois o governo constantemente atrasa o vale-transporte, as férias, o 13º salário. Falar da miséria financeira em que vivemos é desnecessário. Após dez anos de magistério, cinco deles na rede pública; e após formar-me em Pedagogia e estar prestes a concluir o curso de Mestrado em Educação na UnB, meus vencimentos são de R$ 211,10. O restante do meu salário são ‘‘gratificações’’, penduricalhos que se avolumam em nossos contracheques. Mas isso não é o pior. Desgastante são as condições de trabalho. Onde leciono atualmente, uma turma de 1ªPeríodo da Educação Infantil, com 30 crianças, a minha sala de aula é assim: não tem banheiro; a iluminação é inadequada; não tem boa acústica e, até pouco tempo atrás, não tinha parte de uma das paredes. O banheiro utilizado pelos pequenos alunos fica ao lado do portão da escola; tem dois vasos sanitários que são usados por 180 crianças de 4 anos de idade. A escola não dispõe de material pedagógico ou de consumo. Os jogos e brinquedos pedagógicos que meus alunos utilizam foram comprados com meu miserável salário, ou foram criados e confeccionados pelas minhas próprias mãos (com material que comprei). Até mesmo a massinha de modelar que as crianças usam é caseira, feita pela professora. Fazendo as contas, no fim do mês, estou pagando para trabalhar, porque compro material e pago vale-transporte com meu dinheiro. O governo nunca manda material para as escolas públicas; quando o faz o material é de baixíssima qualidade. Somente quando ingressei na carreira do magistério público descobri que existe cola que não cola, giz de cera que não pinta, lápis que não escreve, fita adesiva que não prega... Pior: esse material é comprado sem licitação, em grande quantidade, e com dinheiro público. A merenda oferecida às crianças é um verdadeiro desrespeito. Veja o ‘‘cardápio’’: quatro biscoitos salgados (quebradiços e sem gosto) com 200ml de leite ralo; ou arroz seco com sardinha malcheirosa; ou um copo de sucrilhos e 200ml de leite em pó; ou arroz seco e almôndegas enlatadas insalubres... E assim vai a semana toda. Enquanto isso, quando chegamos em casa, cansados de um dia estafante de trabalho, ligamos a TV e vemos a propaganda do GDF, que nos chama de ‘‘irresponsáveis’’ porque a greve está impedindo crianças ‘‘carentes’’, de receberem a ‘‘nutrição’’ da merenda escolar. E nos perguntamos: que ‘‘nutrição’’ tem essa merenda? E será que a função da escola pública é servir de ‘‘restaurante popular’’? Chega! Por não suportarmos mais tais acintes, contra nós mesmos e contra a população, nós, educadores, estamos em greve. Para garantir o direito das crianças no DF a uma escola pública de qualidade. A greve dos professores nunca foi contra a população, como quer fazer crer o sr. governador, por meio da sua propaganda enganosa. A greve é contra um governo que prefere gastar na construção de viadutos e pontes a investir na educação das novas gerações. Não podemos ficar calados, pois na educação está o futuro do nosso país. Monteiro Lobato já dizia sabiamente: ‘‘Um país se constrói com homens e livros’’. Nós perguntamos: quem forma o homem, e o ensina a ler, se não o professor? Conveniência Anésio de Oliveira Lima Taguatinga Base impede Wilson Lima Brasília De duas uma: ou aprova o nosso plano ou não vai haver eleição dia 3 de outubro. Para isso, estamos articulando com os servidores do TSE e TRE-DF para se rebelarem. E mais, não queremos que tirem uma vírgula do que está lá. Dia de cão Edilson Ricardo Taguatinga Por quê? Alguns falavam de engavetamento com seis automóveis, uns diziam ter presenciado uma tentativa de linchamento e outros de atropelamento com vítima fatal. O que ficou claro é que a cidade está cada dia mais violenta e o trânsito cada dia pior. Por que não aumentam aquela via para seis pistas? Como resolver o problema de violência na cidade? Agora usam a Estrutural para assaltar ônibus. Garoto de 13 anos provoca uma confusão dessa numa manhã de terça-feira para assaltar um ônibus lotado. Isso é coisas de cinema. Desvio Cláudio Magalhães Taguatinga Peço que interfiram junto à empresa que está realizando a obra para que melhore esse desvio, para que não seja tão oneroso para a população a caminho de casa. Vítimas Marcos Souza Asa Norte Dispensa Antônio Marcos de Paulo Núcleo Bandeirante Atenção Valmir Carvalho Curvina Asa Norte Palhaços Jorge Corrêa Asa Norte |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||