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Por Conceição Freitas conceifreitas@correioweb.com.br Esta seção circula de terça a domingo Correio Braziliense - Redação - SIG, Quadra 2, Lote 340, CEP 70.610-901 Xenhenhém nº 1 Ascenso Ferreira Todos os dias era a mesma a tua prosa:‘‘Sua amizade é criminosa! Isso assim não me convém’’... Mas logo após essa recusa mentirosa, tudo um sonho cor-de-rosa, um queixoso xenhenhém... Xenhenhém...xenhenhém...xenhenhém... Porém, um dia, foi verdade a tua prosa!E te foste, cautelosa, para o amor que te convém!São pesadelos nossos sonhos cor-de-rosa... Mas que coisa dolorosa, continua o xenhenhém! Xenhenhém...xenhenhém...xenhenhém... O AUTOR Nascido em Palmares (PE) em 1895, Ascenso Ferreira lançou três livros durante a vida, o último deles uma reedição conjunta dos dois primeiros e textos inéditos chamados de Xenhenhém. O volume foi prefaciado por Manuel Bandeira, que considerava Ascenso um poeta que conseguia, ao mesmo tempo, juntar o verso metrificado, o verso livre, a toada musical e frases soltas num só discurso poético, ‘‘onde não se nota a menor emenda, a menor fenda’’. Ascenso morreu em Recife, em 1965. (Retirado de 100 Anos de Poesia, organização de Claufe Rodrigues e Alexandra Maia, edição O Verso Produções Artísticas.) |
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