Brasília, quinta-feira, 28 de março de 2002
CEDOC - Assinaturas - Classificados
 
  
 Capa
Índice
Últimas
Saúde
Educação
Cultura
Charge
Tema do Dia
Política
Cidades
Economia
Brasil
Mundo
A foto do dia
Esportes
Concurso
Previdência
Opinião
 Guia de quinta
 Coisas da Vida
 Direito & Justiça
Gabarito
E-tudo
Lugares
Sobre Rodas
Fim de Semana
Pensar
Emprego
Correio da TV
Este é meu
 Valéria Blanc
.web
Mil Coisas
Desabafo
Brasília-DF
Crônica da Cidade
Consultório Saúde
Fashion
Correio do Brasiliense
Alta Roda
 
  Coisas da Vida
vida@correioweb.com.br

CURIOSIDADE
Islândia tem museu dedicado ao pênis

Da Reuters

  De gêiseres a icebergs, a Islândia é um país cheio de fenômenos inusitados. Mas um islandês resolveu deixar de lado a impressionante formação geológica do país e se dedicar a um lado mais obscuro da ciência: a falologia, ou o estudo do pênis — no caso, dos mamíferos nascidos naquelas terras geladas. Uma quadra abaixo da rua de comércio mais movimentada da capital Reykjavik, os curiosos encontram a entrada do Museu Islandês da Falologia, ou o Museu do Pênis, para os íntimos.

  Sigurdur Hjartarson, professor de História em uma escola secundária, construiu o museu em 1997, depois de colecionar dúzias de pênis de diferentes tipos de mamíferos de sua terra natal. Hjartarson fica feliz em mostrar cada uma das peças de sua coleção. ‘‘Tenho um osso de um hamster, que tem menos de 2mm’’, conta. ‘‘Todas as espécies têm um pênis diferente no formato e isso é o que faz o museu tão interessante.’’

  Além do pequeno órgão do hamster, as vitrines contêm pênis de gambás, carneiros, golfinhos e cavalos. Mas quem visita o museu não pode (e mesmo que tente não vai conseguir ignorar) perder o pênis de uma baleia orca, que mede... 2m — e fora de atividade!

  Há muitas coisas para se aprender com os pênis do professor Hjartarson: muitos têm ossos, alguns possuem finas linhas no seu comprimento e outros são cheios de óleo. Mas o simpático islandês afirma que a pergunta mais frequente que todos os visitantes cismam em repetir é: ‘‘Por que diabos você faz isso?’’. A resposta é simples: ‘‘Porque alguém tem que fazê-lo, de um jeito ou de outro. E o destino determinou que fosse eu’’, resigna-se. Hjartarson, entretanto, deixa transparecer muito mais do que conformismo, tão grande é o seu entusiasmo em educar as pessoas sobre a anatomia masculina.

‘‘Algumas pessoas não sabem como reagir quando dão de cara com o nosso acervo. Muitos pensam que eu sou um pervertido, ou mesmo homossexual. Eu gosto disso, de deixar as pessoas em dúvida se eu sou um grande brincalhão ou um colecionador de verdade — o que, na verdade, me define melhor’’, conta o professor.

Colecionador de verdade
Hjartarson diz que um pênis não pode manter a sua forma se não for bem cuidado. Depois de sofrer por mais de um quarto de século, entre tentativas e erros, o professor desenvolveu diversos métodos para preservar suas amostras. Enquanto quase acaricia um pênis de bebê baleia mumificado, Hjartarson revela algumas de suas técnicas: ‘‘Alguns eu ponho em formol. Outros, tenho que secar, retirar a carne do interior e salgar. Vou experimentando métodos diferentes’’.

  Até mesmo as técnicas de conservação usadas por Hjartarson rendem uma parte interessante em sua exposição. Pênis esturricados pendem de cordas, outros estão emoldurados como se fossem troféus na parede, enquanto outros tantos adornam prateleiras como se fossem pepinos em conserva. Para o deleite dos visitantes, muitos dos itens do acervo estão dispostos sob a luz de luminárias feitas com testículos de carneiros, criados por Hjartarson.

  O Museu do Pênis exibe quase 150 peças, 41 delas de mamíferos da Islândia. Mas ainda faltam alguns exemplares. Um é de um tipo especial de baleia. Outro é o de um... homem. ‘‘Eu já tenho três candidatos’’ conta, apontando para uma parede onde estão fotos e os documentos que comprovam as doações.

  Os benfeitores são um islandês, um alemão e um britânico, que teve o trabalho de moldar o seu pênis em gesso. O molde fica lá, em exibição, enquanto o exemplar de verdade não chega. Mas, como a proposta inicial do museu é exibir apenas os pênis de mamíferos da Islândia, é muito pouco provável que o órgão do britânico possa ser aproveitado, apesar de toda a sua boa vontade.

  Por outro lado, o doador islandês fez uma ressalva: que o seu pênis seja conservado com ‘‘alguma dignidade’’. ‘‘Para isso os órgãos devem ser retirados enquanto o corpo ainda estiver quente. Depois, o sangue deve ser retirado e inflado. Se o pênis esfriar, nada pode ser feito com ele’’, explica o colecionador. ‘‘A técnica deve ser seguida para que a gente possa manter a ‘dignidade’ do doador’’ diz Hjartarson, que, como qualquer bom professor, prefere não indicar quais são os seus favoritos: ‘‘Como as mães, não faço diferença entre os meus bebês’’.

 
 Domingo
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado



         
  Política de Privacidade Fale com a gente Publicidade
© Copyright - Todos os direitos reservados ao Correio Braziliense e CorreioWeb.
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast ou redistribuído sem prévia autorização.