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Prata da casa Brasília também faz design Empresa do DF destaca-se no cenário de decoração nacional e arrebanha vários prêmios. No próximo mês, o resultado desse trabalho será exibido em Milão, na Itália Christiana Suppa Especial para o Correio
Há mais de dez anos no mercado, a Light Design tem fábrica no Recife e quase 100 pontos de venda espalhados por todo país. Desde o início, os donos da empresa — os irmãos Marco e Sílvia Caetano — freqüentam feiras nacionais e internacionais com o objetivo de conhecer tendências, inovações tecnológicas e questões diversas da área. O que constataram foi que, pouco depois das feiras internacionais, as lojas brasileiras ficavam repletas de cópias dos produtos expostos nos eventos. Foi quando resolveram investir em peças com desenhos criados por designers brasileiros. No início de 1997, os irmãos Caetano contrataram jovens designers formados pela Faculdade de Desenho Industrial da Universidade de Brasília (UnB) para redesenhar e criar algumas luminárias, introduzindo melhorias nos outros equipamentos. Dois anos depois, um escritório de São Paulo foi contratado para projetar luminárias de baixo custo. Como resultado, ganharam o primeiro lugar do Prêmio Design, da Confederação Nacional da Indústria — CNI. A premiação foi disputada com 666 indústrias nacionais, que inscreveram 8.294 projetos — uma média de 12 por empresa. A Light Design venceu apresentando apenas um projeto. Em seguida, inscreveram seis luminárias para a mostra Brasil Faz Design, que acontece no Instituto Brasil-Itália — Ibrit, em Milão, no próximo mês. A escolhida foi a luminária Gaivota, que será montada num conjunto de três, nas cores da bandeira nacional. Paralelamente, o arquiteto paulista Arthur de Mattos Casas, responsável pela reforma do Ibrit para o evento, escolheu o sistema Delta para instalar no espaço e encomendou à empresa o projeto luminotécnico. Sucesso surpresa Quem pensa é simples fazer uma luminária, inscrevê-la em um concurso, ganhar o prêmio e correr pro abraço não sabe o que está por trás de tudo isso. São pelo menos dois anos de testes, entre o desenho do projeto e o produto final. Às vezes o reator dá problema, a tinta cria bolhas com o calor da luz ou mesmo a realidade não condiz com o imaginado. ‘‘A gente tem um trabalho danado para criar e aí vem alguém, pega a peça pronta e copia’’, reclama Sílvia que, para se previnir, registra toda a produção no Instituto Nacional de Propriedade Industrial — Inpi. ‘‘Pelo menos quem copiar não vai ficar impune’’, acrescenta. Mas este é apenas um procedimento burocrático, resquício da faculdade de Direito. O fato é quem nem mesmo a proprietária da empresa acreditava em tanto sucesso. ‘‘Da primeira vez que inscrevemos uma peça em concurso, fomos premiados’’, conta Sílvia, que quando foi comunicada da classificação para a premiação da Abilux, mandou o filho para São Paulo no seu lugar. Quando Manoel chegou em casa com os três troféus, ela ficou estarrecida. ‘‘Não imaginava que seriam tantos prêmios e nem tão importantes (dois primeiros lugares e um segundo)’’, orgulha-se. Para o Brasil Faz Design foi a mesma coisa. Estava voltando de uma viagem e leu no jornal, ainda no avião, que as inscrições terminavam em três dias. Tempo suficiente para chegar na empresa, ligar para a fábrica e escolher os produtos. ‘‘O critério de escolha não foi o melhor nem o mais bonito. Foi simplesmente o que já estava pronto para ser enviado e que tivesse foto’’, conta. Como se não bastasse, a Light Design arrebatou ainda os segundo lugares nos prêmios Sesi de Qualidade de Trabalho 2001 e Prêmio Destaque Empresarial 2001. A frase ‘‘Não imaginava que seriam tantos prêmios e nem tão importantes’’ Sílvia Caetano |
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