A prevenção é a grande aliada contra as unhas encravadas e seus desconfortos. O problema, que pode ser causado pelo uso de calçados ou meias apertados, ou pelo corte errado ou excessivo das unhas, ocorre com freqüência e pode ser resolvido em casa ou por meio de uma cirurgia simples e rápida, a cantoplastia.
A popular unha encravada (onicocriptose) ocorre quando a unha cresce lateralmente, pressionando e perfurando a pele dos cantos dos dedos. Por ser um corpo estranho ao tecido, a unha provoca vermelhidão, dor e inflamação. A incidência mais comum é nos dedões dos pés.
O cuidado principal é não se usar calçados apertados, pois com a tendência da unha crescer mais para os lados, ela acaba ferindo o tecido. ‘‘Nesse momento, tem-se de cortar a unha direito e usar sapatos mais largos’’, aconselha o cirurgião e presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), Hilberto Corrêa de Almeida.
A dor local, que pode ser leve inicialmente, vai aumentando de intensidade e pode se tornar insuportável. A pele ao redor da unha fica inflamada, inchada e avermelhada, podendo haver formação de pus e de tecido de granulação (conhecido popularmente como carne esponjosa).
O tratamento da unha encravada depende da intensidade do problema. Se simples, pode ser tratado em casa ou por pedicures por meio de corte correto, afastamento da pele inflamada e administração de medicação e curativos. Quando em fase mais avançada de inflamação e de dor, o ideal é que se recorra à cantoplastia para remoção do tecido inflamado. A extração total da unha não é necessária na maioria dos casos. ‘‘Na cirurgia, remove-se o canto da unha verticalmente até a matriz, sob a pele, para que não cresça mais para os lados’’, explica Almeida. Segundo ele, o procedimento é simples e a cicatrização ocorre em um período de 15 a 20 dias.
A unha encravada requer cuidados especiais em pacientes diabéticos ou com problemas circulatórios, que têm menor sensibilidade na região e podem atingir estágios avançados da enfermidade.