Brasília, segunda-feira, 01 de abril de 2002
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APLICAÇÕES
Plano para garantir a aposentadoria

VGBL é um seguro ideal para isentos do Imposto de Renda ou quem faz declaração simplificada. O investidor deve comparar a rentabilidade e as taxas cobradas nas diversas administradoras

Mariana Ramos
Da equipe do Correio

O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é o mais novo plano de seguro de vida resgatável do mercado, que serve de complemento à aposentadoria. A aplicação é ideal para quem ganha até R$ 1.058 por mês ou contribuintes que fazem a declaração simplificada. Conforme as regras do VGBL, o Imposto de Renda é cobrado no resgate das aplicações e incide sobre o valor da retirada mensal com as mesmas alíquotas da tabela progressiva definida pela Receita Federal para as pessoas físicas.

O novo produto financeiro começou a ser oferecido pelos administradores dos bancos no início de março. O investidor pode fazer três tipos básicos de aplicação: o soberano, cujos recursos são investidos em títulos públicos, o de renda fixa, que aplica o dinheiro em títulos públicos e fundos de renda fixa, e o composto, que concentra 49% dos recursos em ações e o restante em fundos de renda fixa. O cliente escolhe em qual plano quer ter o dinheiro investido.

O diretor de Produtos de Vida e Previdência do Unibanco, Hosannah Santos Filho, diz que o VGBL, além de favorecer quem é isento de Imposto de Renda ou faz declaração simplificada, traz vantagens para quem tem outro plano de previdência. Ele recomenda sempre diversificar os investimentos. ‘‘Para quem tem dinheiro, vale a pena investir em PGBL e VGBL porque depois de deduzir os 12% do Imposto de Renda do plano de previdência, o cliente ainda pode ter o benefício fiscal do VGBL’’, explica Santos Filho.

O analista técnico da Superintendência de Seguros Privados (Susep) César da Rocha Neves recomenda ao consumidor que fique de olho em alguns itens antes de assinar o contrato com a seguradora (veja quadro). Um deles é comparar as taxas de administração do fundo e de carregamento. Outro é verificar o índice de correção aplicado anualmente no investimento. As empresas usam indicadores diferentes.

Segundo Neves, por enquanto o único plano aprovado pela Susep é o individual, mas logo estarão no mercado os empresariais. São dois: o averbado, quando a empresa não contribui, mas organiza um fundo para os funcionários, e o coletivo institucional, quando a empresa também contribui para o plano dos empregados.


Como funciona o VGBL

  • É um seguro de vida resgatável, que pode funcionar como um complemento da aposentadoria. As aplicações feitas no VGBL podem ser sacadas de uma vez ou em parcelas.
  • O investidor pode fazer aplicações adicionais a qualquer momento.
  • O plano não prevê aplicação mínima inicial.
  • O investidor pode trocar de administradora a qualquer momento.
  • As aplicações não são dedutíveis do Imposto de Renda.
  • O investidor paga Imposto de Renda somente sobre o rendimento das aplicações na hora do resgate, seguindo as alíquotas progressivas da tabela da Receita Federal.
  • As regras da Susep proíbem o investidor de migrar do PGBL para o VGBL e vice-versa. Isso porque o investidor não pode se beneficiar duas vezes do incentivo fiscal.

    Acompanhe o mercado
    Confira sempre o histórico de rentabilidade da administradora. Os dados são publicados nos jornais de grande circulação e indicam a saúde financeira da empresa

  • Compare as taxas de administração dos fundos e a taxa de carregamento, cobrada toda vez que o investidor faz uma aplicação.
  • Observe a expectativa de vida estimada pela administradora. A tabela pode variar de empresa para empresa.
  • Confira o índice usado para correção anual do investimento. Uns podem ser mais vantajosos que outros.
  • Compare a aplicação mensal mínima exigida pelas administradoras e fique atento ao prazo mínimo fixado para o resgate do dinheiro. Os valores da aplicação e o prazo do resgate variam de empresa para empresa.

    Fonte: Susep

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