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Por Dad Squarisi As perguntas para esta seção devem ser enviadas para Correio Braziliense - Redação SIG Quadra 2, Lote 340, Brasília, DF. CEP:70.610-901 dad@correioweb.com.br RECADO ‘‘Nivelamos o ensino por baixo, com um português simplificado, de vocabulário cada vez mais pobre e gramática cada vez mais torta.’’ O todo e as partes Na concordância, então, é um festival de vale-tudo. Ou quase tudo. Há uma regra básica, que não pode ser esquecida. O verbo concorda com o sujeito em pessoa e número. Sujeito no singular, verbo no singular. Sujeito no plural, o verbo vai atrás: O turista morreu no confronto. Os turistas morreram no confronto. Quando você estiver diante de um dilema de concordância, essa regra o ajudará a pensar. Grave-a. Vamos ao vale-tudo, situações em que o verbo acende uma vela para Deus e uma para o diabo. Depende da pressão do mais forte. É o caso do partitivo. Expressões que indicam quantidade (grande número de, pequena quantidade de, a maioria de, a maior de, uma porção de, metade de) seguidas de substantivo plural deixam o verbo à vontade. Ele pode concordar com o núcleo do sujeito (número, quantidade, porção, parte, metade) ou com o complemento. Quer ver? É isso. Diante do partitivo, você escolhe. Fica com o núcleo do sujeito ou com o complemento. Acertará sempre. O que aqui se faz aqui se paga. A escolha não é inocente. Se você optar pelo singular, dará ênfase ao conjunto, à unidade. Se preferir o plural, estará de olho nas partes. Compare: Metade das laranjas apodreceu. (O verbo no singular dá o recado. O autor mirou o conjunto.) É pra já ‘‘Prezado Senhor, Ele leu o texto. Releu-o. Pensou: ‘‘Mulher que escreve ‘por meio desta’ dá trabalho. As três palavras não têm função. Não servem pra nada’’. Então, decidiu. Esperar a morte? Qual o quê! Separação já! GATÃO DE MEIA-IDADE/Angeli Adeus, vida A palavra vem de Tânato. A divindade grega personifica a morte. O deus não tem pai. A mãe, a Noite, o concebeu sozinha. Dizem que ele tinha coração de ferro e entranhas de bronze. Ninguém o comovia. Tânato tem família grandona. Todos os membros têm relação com a indesejada das gentes. É o caso de tanatologia (tratado sobre a morte), tanatomania (obsessão pela morte), tanatofobia (medão da morte). E por aí vai. Que bom! Que ruim! |
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