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ARTIGO / QUADRINHOS / DESENHOS / FOTOS DO LEITOR Contribuições devem incluir nome e endereço completo, fotocópia de identidade e telefone para contato. E-mail:catalao@correioweb.com.br Sociedade deficiente do caráter Paulo Roberto Guimarães Moreira (*) Asa Norte
Já fui socialista-materialista-marxista. Hoje tenho certeza que a violência do capitalismo continuaria com um socialismo materialista. Marx criou uma teoria altruísta para homens egoístas — não funcionou; e não funcionará se não deixar de ser materialista. Já imaginou: a partir de agora todos deixam de ser egoístas e vão distribuir a renda e respeitar os outros por decreto! ‘‘Senão eu prendo e arrebento’’. Não, meus caros, o respeito ao outro só acontecerá, de fato, quando deixarmos de ser egoístas. E essa mudança é, principalmente, individual. Quando você muda, o mundo muda, holisticamente. Por cima do secular discurso violento de que somos iguais, a realidade mostra que somos muito diferentes. Estamos em estágios de evolução que mostram um abismo entre muitos de nós. Há homens que são piores que os animais, há homens que se assemelham a deuses. Fiquei sabendo que estão entrando com recursos em concursos públicos onde há reserva de mercado para os portadores de deficiência com base na Constituição, que diz que todos são iguais perante a lei. Todos somos, essencialmente, membros da mesma unidade e somos particular e singularmente diferentes. É a lei milenar oriental da unidade na diversidade. Enquanto isso, somos todos iguais, só que uns são mais iguais que outros! E na hipocrisia, os negros continuarão a ser massacrados, mas eu não sou racista! Os velhos, humilhados, mas eu gosto tanto de um velhinho, gosto até de ir ao asilo visitá-los! Os pobres presos nos depósitos de pobres, mas eu trato todo mundo de igual para igual, sou fenomenal! Paulo Roberto Guimarães Moreira, paraplégico, é economista e mestre em Filosofia pela PUC-Rio, doutorando em Psicologia Social pela PUC-SP e terapeuta dos florais de Bach. Cerco Rodrigo Silva Lago Sul Engodo Fernando Sampaio Lopes Cruzeiro Faixas Leonisio José David Ribeiro Condomínio Villa do Sol Quando estou pedestre, me preocupo com o lado do motorista, observo o movimento dos veículos e, antes de chegar na faixa já vou sinalizando e caminhando devagar, verifico se os carros realmente pararam (todas as faixas) e atravesso o mais rápido possível, agradecendo com um sinal de positivo. Na verdade, só uso faixa de pedestre em último caso. Na maioria das vezes, sigo aquele velho ensinamento de, com bastante atenção, atravessar fora da faixa, acho mais seguro. Tenho consciência de que estou errado. Mas sei que a relação de colisão automóvel-ser humano é totalmente favorável ao automóvel. Afinal, é mais de uma tonelada de aço, em velocidade, contra um frágil corpo de carne e ossos. A propósito: 1) acho que o poder público não tem como e não deve colocar um guarda de trânsito em cada faixa de pedestre da cidade (em algumas é possível e imprescindível); 2) Brasília tem coisas muito, muito mais importantes para propagar que a faixa de pedestres ou um código de trânsito de primeiro mundo, tais como: dar o exemplo para acabar com a corrupção; mostrar melhor assistência hospitalar, de habitação, educação etc aos pobres; protestar em logradouros públicos e mídia contra a bandalheira dos governos FHC e Roriz etc. |
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