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Por Conceição Freitas conceifreitas@correioweb.com.br Esta seção circula de terça a domingo Correio Braziliense - Redação - SIG, Quadra 2, Lote 340, CEP 70.610-901 Antigamente era Agostinho Neto Antigamente era o eu-proscrito Antigamente era a pele escura-noite do mundo Antigamente era o canto rindo lamentos Antigamente era o espírito simples e bom Outrora tudo era tristeza Antigamente era tudo sonho de criança A pele o espírito o canto o choro eram como a papaia refrescante para aquele viajante cujo nome vem nos livros para meninos Mas dei um passo ergui os olhos e soltei um grito que foi ecoar nas mais distantes terras do mundo Harlem Pekim Barcelona Paris Nas florestas escondidas do Novo Mundo E a pele o espírito o canto o choro brilham como gumes prateados Crescem belos e irresistíveis como o mais belo sol do mais belo dia da Vida. O AUTOR Nasceu em Catete, Angola, em 1922. Formado em Medicina pela Universidade de Lisboa, foi ativista político, preso e desterrado para Cabo Verde. Depois de fugir, voltou à militância política, foi presidente do Movimento pela Libertação de Angola e, sem seguida, primeiro presidente do país que se tornou independente de Portugal e encontrou o caminho socialista. |
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