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Por Dad Squarisi As perguntas para esta seção devem ser enviadas para Correio Braziliense - Redação SIG Quadra 2, Lote 340, Brasília, DF. CEP:70.610-901 dad@correioweb.com.br Este ou aquele — 4 A língua é um conjunto de possibilidades. Oferece vários caminhos para chegar ao mesmo lugar. Um deles é a estrutura fechada este...aquele. A duplinha é charmosíssima. Por duas razões. Uma: evita a repetição de nomes. A outra: dá show de pontuação. Você é cobra no assunto? Na dúvida, faça o teste. Se a frase estiver certa, escreva V, de verdadeiro. Se errada, F, de falso. Por fim, marque a seqüência que lhe vai abrir as portas da universidade. ( ) Paulo e João estudam na UnB. Este cursa Direito: aquele Economia. ( ) Paulo e João estudam na UnB. Este cursa Direito; aquele, Economia. ( ) Paulo e João estudam na UnB. Este, cursa Direito; aquele, Economia. ( ) Paulo e João estudam na UnB. Este cursa Direito; esse, Economia. a. V, V, V, F b. F, V, V, F c. F, F, F, V d. F, V, F, F Marcou a letra d? Nota mil. Você está cobra no emprego do este...aquele em estrutura fechada. A duplinha se chama assim porque só pode ter essa forma. Siga em frente. Inclinou-se por outra opção? Bobeou. Você está por fora. Ou no emprego dos pronomes. Ou na pontuação. Seja qual for o caso, não se desespere. O remédio é doce. E a cura garantida. Quer ver? *** Feia, não? O período ficou pesado. Tem muitas repetições. Paulo aparece duas vezes. João também. Cursa idem. Que tal ser mais econômico? Em certas horas, bancar o Tio Patinhas conquista o leitor. E garante pontinhos na prova. A língua, generosa, dá sua mãozinha. *** Reparou? O este substitui o nome mais próximo (João). O aquele, o mais distante (Paulo). Para não repetir o verbo, recorremos à vírgula. O sinalzinho diz que ali era lugar do cursar. *** E o ponto-e-vírgula? A dupla é chique que só. Separa as orações coordenadas. Por que ela teve vez? É simples. No período aparecem duas vírgulas. Uma substitui o verbo. A outra separa orações coordenadas. Para evitar confusões, as coordenadas ficam com a dose dupla. *** Agora você está pra lá de sabido. É capaz de explicar por que as outras frases não estão com nada. Vamos lá. Arregace as mangas. Os dois pontos não têm vez aí. O ponto-e-vírgula pede passagem. Cruz-credo! A vírgula depois do este separa o sujeito do verbo. É proibido. A estrutura é fechada, lembra-se? O este...aquele têm exclusividade. O esse usurpou o lugar do aquele. Xô! MÃOS À OBRA O período que merece entrar na universidade é: a. Maria e Carla são bancárias. Esta trabalha no Itaú; aquela, no Bradesco. b. Maria e Carla são bancárias. Esta trabalha no Itaú; essa, no Bradesco. *** A resposta? Na segunda. Até lá. *** Na semana passada, você enfrentou o desafio do emprego dos demonstrativos como referência no texto. Qual das frases mereceu nota dez? a. Verissimo disse esta frase de efeito: ‘‘A gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda’’. b. ‘‘A gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.’’ O autor dessa frase é Luiz Fernando Verissimo. Reparou? Ambos os períodos estão corretos. No primeiro, o esta indica referência futura. Anuncia a frase que será dita. Na segunda, o essa exprime referência passada. Diz que a frase já foi dita. Eles disseram ‘‘Ler nos dá a experiência para sair das saias justas que encontramos pela vida’’ Ana Maria Machado |
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