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Cérebro
Sem medo
A chave para apagar memórias assustadoras no cérebro pode ser um grupo de substâncias que desligam conexões entre células nervosas especializadas em registrar emoções. Os compostos em questão são produzidos em várias regiões do cérebro de mamíferos e têm estrutura molecular parecida com a do princípio ativo da maconha. Para pesquisadores alemães e italianos que participaram da investigação, a descoberta pode conduzir a remédios que mantenham em ação essas substâncias no organismo humano, que já as produz naturalmente, ajudando a combater problemas como fobias ou estresse pós-traumático. O alemão Beat Lutz, pesquisador do Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, adverte que não adiantaria nada fumar maconha para tentar escapar das fobias.
‘‘O princípio ativo dela age por todo o cérebro, mas precisamos encontrar algo que ataque diretamente a amígdala, onde o problema realmente acontece’’
Beat Lutz
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Reabilitação
| Stew Milne/AP |
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O cágado dá sua última volta na plataforma de reabilitação, semelhante a um skate, usada para ajudar a cicatrizar e reforçar a sua pata esquerda ferida. O cágado macho foi retirado de Madagascar e passou por fisioterapia para reparar sua ferida. Agora está completamente recuperado.
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Ruínas
| AFP |
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Um especialista em antigüidades caminha entre as ruínas de paredes de pedra de um prédio usado para supervisionar o trabalho de construção das pirâmides Kéfren e Miquerinos. O prédio foi descoberto ao sul da Esfinge, em Gizé, pelo arqueólogo norte-americano Mark Liner, e pode ser a ruína mais velha já descoberta, com quase 4.500 anos. São 48 metros quadrados de parede de rocha. Ferramentas usadas na construção das pirâmides também foram encontradas.
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Experiência
Cães calculam
Os cachorros são capazes de contar, segundo o pesquisador inglês Robert Young, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Belo Horizonte. Ele chegou a essa conclusão depois de um experimento no qual verificou que os cães percebem a variação no número de objetos. Na primeira fase da experiência, o pesquisador mostrava um determinado número de biscoitos para os cachorros. Em seguida, ele tirava e colocava biscoitos sem que os animais percebessem. Quando os números eram alterados, os cachorros mostravam surpresa e olhavam por mais tempo. Nas vezes em que a quantidade de biscoito não era alterado, os cães não se mostravam surpresos e observavam os biscoitos pelo mesmo tempo que haviam observado da primeira vez. Para o cientista, que tem PhD em comportamento animal, o fato de os cães estranharem o aumento ou a diminuição do número de objetos mostra que eles percebem a variação de quantidade e, portanto, ‘‘podem contar’’.
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Própolis
Antibiótico natural
Por causa de suas características antibióticas, a própolis — resina produzida pelas abelhas — vem sendo pesquisada intensamente em todo o mundo, desde a década de 60. Recentemente, uma experiência in vitro realizada pelo laboratório de Microbiologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) demonstrou a eficiência da própolis no combate à Candida albicans, causadora da micose conhecida como candidíase. Na pesquisa, a própolis foi comparada a seis diferentes tipos de antifúngicos e obteve a menor resistência do microorganismo. Com isso, pode-se aumentar a eficácia do tratamento da candidíase oral, doença que afeta a maior parte dos pacientes com imunodeficiência. O passo seguinte é o estudo in vivo. Em breve, portadores do HIV que sofrem de candidíase oral começarão a receber tratamento à base de própolis.
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