SHOW
Toninho Horta fecha Rede Instrumental no CCBB
Acompanhado do saxofonista brasiliense Ademir Jr., ele apresentará temas compostos em 30 anos de carreira
Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio
| Divulgação |
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Depois do show em Brasília, o guitarrista parte para o Oriente
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Inquieto, Toninho Horta vai ter movimento limitado durante o show de hoje, às 21h, que fecha a programação do projeto Rede Instrumental, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul). No final de semana, o compositor, guitarrista e violonista mineiro torceu o pé esquerdo ao visitar o anfiteatro de prédio que um amigo arquiteto está construindo em Belo Horizonte (MG).
‘‘O médico que me atendeu recomendou repouso absoluto, mas não podia deixar de cumprir este compromisso em Brasília. Só não poderei é me locomover pelo palco. Mas, como vou tocar violão, não haverá problema em fazer o show sentado’’, comentou, sem perder o bom humor.
No show, em que terá como convidado especial o saxofonista brasiliense Ademir Jr. Toninho vai mostrar temas registrados em vários discos lançados ao longo de 30 anos de carreira, além de composições inéditas. Sobre o companheiro de palco, comentou: ‘‘Conheci o Ademir aí em Brasília, tocando num barzinho, e fiquei impressionado com sua técnica e sentido de improvisação. Quando me foi sugerido o nome dele para participar do show, topei na hora.’’
Juntos, os dois vão interpretar quatro composições de Toninho: Bycicle Ride, Waiting For Angela, Aquela Coisa Toda e Manoel, o Audaz. Esta última, a exemplo de Diana, Pilar e Beijo Partido, ganham vocalização. ‘‘Incluí no repertório novos temas, como Sonhador e Coração de Músico, que dediquei a todos os músicos e em especial a Guinga’’, diz.
Quinta-feira próxima Toninho parte para o Oriente, onde fará shows na Coréia do Sul, Singapura e Japão. ‘‘Lá vou me apresentar com uma banda multinacional, formada pelo Narihito Matswoto, saxofonista e tecladista japonês; um baixista a quem não conheço, também do Japão; Jack Lee, guitarrista coreano; Bob James, pianista americano; e Robertinho Silva, baterista brasileiro’’, observa.
Recentemente, o músico trocou o nome do selo que mantém em Belo Horizonte. Antes era Aqui Ó, e agora passa a se chamar Minas Record. Pelo Minas Record ele está relançando os dois primeiros discos, que saíram pela Odeon (atual EMI): o de estréia, que gravei juntamente com Novelli, Danilo Caymmi e Beto Guedes, e Toninho Horta, no qual foi feito o primeiro registro de Manoel, o Audaz’’, conta.
No momento, Toninho Horta conclui o Livrão da Música Brasileira, que espera lançar no primeiro semestre do próximo ano. ‘Trata-se de um trabalho que visa facilitar a vida dos músicos. Nele estão reunidas 600 partituras, letras de músicas e verbetes, focalizando toda a história da Música Popular brasileira — de Chiquinha Gonzaga e Hermeto Pascoal’’, adianta. ‘‘Desenvolver esse projeto foi possível graças ao apoio do Fundo Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura, e a empresa mineira Acesita.’’
Serviço
REDE INSTRUMENTAL: TONINHO HORTA
Show do compositor, violonista e guitarrista mineiro, acompanhado pelo saxofonista brasiliense Ademir Jr. Hoje, às 21h, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul), fechando o projeto Rede Instrumental. Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia para estudante), à venda na bilheteria do CCBB. Entre 18h e 20h, os dois músicos estarão à frente de workshop no local do show, com entrada franca.
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