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corrida ao Gdf
Mais perto do 2º turno
Magela sobe seis pontos e Roriz cai três em nova rodada da pesquisa Vox Populi/Correio. Governador está tecnicamente empatado com soma de todos os outros candidatos.
André Garcia
Da equipe do Correio
A eleição para governador do Distrito Federal está mais próxima de uma decisão em segundo turno. Na sexta rodada da pesquisa Vox Populi/Correio, realizada nos dias 2 e 3 deste mês, a vantagem do governador Joaquim Roriz (PMDB) sobre a soma de todos os outros candidatos caiu de 14 para 4 pontos percentuais. Os números indicam empate técnico entre o candidato à reeleição e os seus concorrentes e não permitem garantir vitória do peemedebista no primeiro turno. Para se reeleger já no domingo, ele precisa ter mais votos que os demais candidatos juntos.
Roriz caiu de 52% para 49% em comparação com a pesquisa anterior, realizada nos dias 25 e 26 de setembro. Em contrapartida, o candidato do PT, Geraldo Magela, subiu seis pontos e aparece com 33%. Em uma semana, a diferença entre os dois despencou de 25 para 16 pontos percentuais. Depois de quatro pesquisas, Rodrigo Rollemberg (PSB) voltou a aparecer à frente de Benedito Domingos (PPB). O deputado distrital obteve 6% das intenções de voto, contra 5% do concorrente. Carlos Alberto (PPS) permaneceu com 1%. O Vox Populi ouviu 1.034 eleitores nas 19 regiões administrativas do DF.
Juntos, os concorrentes de Roriz têm 45% das intenções de voto. Embora o governador apareça com 49%, a pesquisa caracteriza empate técnico porque a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. ‘‘A pesquisa mostra que a quatro dias das eleições o quadro sofreu uma mudança. Ainda que Roriz possa vencer no primeiro turno, há agora a possibilidade de um segundo turno’’, avaliou o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra. O número de indecisos caiu de 8% para apenas 4%.
Para Coimbra, não há como identificar que fator teve maior influência na mudança dos números da pesquisa. Mas o cientista político acredita que a queda do governador pode estar associada à revelação de escutas feitas com autorização judicial em telefones dos irmãos Pedro e Márcio Passos, condenados na Justiça por parcelamento ilegal de terras. O grampo mostra que a relação do governador com os Passos vai além da amizade e parceria na criação de cavalos. Em conversa com Pedro, Roriz comprometeu-se a interferir a favor do empresário para evitar fiscalização em uma área localizada atrás das QIs 27 e 29 do Lago Sul.
‘‘É difícil apontar o que contribuiu mais para a queda de Roriz, mas é provável que as denúncias contra ele possam explicá-la em parte. Assim como é possível dizer que Magela se beneficiou do bom desempenho de Lula na eleição presidencial’’, analisou Coimbra.
Para o cientista político Murilo Aragão, a revelação das escutas que mostram ligacão estreita entre Roriz e os Passos comprometeu o desempenho do governador entre eleitores de maior grau de instrução. ‘‘Roriz tem realizações reconhecidas mesmo na classe média. Mas as escutas provocaram uma erosão na sua candidatura e impulsionaram os candidatos de oposição’’, sustentou.
Pesquisa espontânea
Roriz também caiu na pesquisa espontânea, na qual o eleitor responde sem auxílio de uma lista de candidatos. O governador tinha 48% no levantamento anterior e, agora, está com 46%. Magela subiu seis pontos e saltou de 24% para 30%. Rollemberg aparece com 5%, tecnicamente empatado na terceira posição com Benedito (4%). Os indecisos na pesquisa espontânea caíram de 16% para 11%.
Nas simulações de segundo turno, Roriz vence todos os candidatos. O melhor desempenho contra o governador é de Geraldo Magela. Num eventual segundo turno entre os dois, o peemedebista teria 53% contra 42% de Magela. A diferença caiu de 20 pontos na pesquisa anterior para apenas 11.
Pesquisa INTENÇÃO DE VOTO
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Barreira contra
Pedro Passos
Da Redação
| Jefferson Rudy |
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Para não prejudicar seu desempenho na campanha, o governador Roriz se distanciou de Pedro passos
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A dois dias das eleições, o governador Joaquim Roriz ainda se empenha para desvincular sua imagem das denúncias de grilagem de terras no Distrito Federal. Preocupado com a possibilidade de um segundo turno, Roriz se dispôs a esfriar a antiga amizade com o empresário Pedro Passos, condenado pela Justiça por parcelamento irregular de terras. Candidato a deputado distrital pelo PSD, Passos recebeu uma mensagem dura do governador. Roriz lhe avisou que não quer contato direto com ele.
Mais do que isso, o governador orientou os aliados a impedir a proximidade do caçula dos irmãos Passos. ‘‘Agora existe uma parede nos palanques e eventos. Ninguém deixa Pedro Passos encostar no governador’’, revelou um governista. Outdoors em que Roriz aparecia ao lado do empresário também sumiram da cidade.
A distância foi o preço que Roriz pagou para amenizar a crise na base aliada. Os problemas começaram em agosto, quando Márcio Passos, irmão de Pedro, brigou com Eri Varela, presidente da Terracap, por causa de um novo condomínio irregular, na QI 27 do Lago Sul. Varela mandou a fiscalização da Terracap impedir a implantação do condomínio. E iniciou o racha na base aliada.
Parte dos rorizistas — principalmente aqueles com quem Pedro disputa votos — apoiou a atitude do presidente da Terracap. Inconformados com a invasão em seus redutos eleitorais, eles comemoraram o desentendimento entre os Passos e Eri Varela, um dos homens de confiança do governador. ‘‘Pedro precisa ter uma atitude mais séria como candidato. O método de trabalho dos seus cabos eleitorais é o constrangimento. Como tem muito dinheiro, ele quer entrar em todos os cantos e tirar votos de quem já trabalha na área há mais tempo’’, afirmou um dos prejudicados na corrida por votos com o empresário.
Já a outra parte do governo, mais próxima aos irmãos Passos, criticou a fiscalização da Terracap. Seus apoiadores consideraram exagerada a ação do presidente da Terracap e tentaram de todas as maneiras interceder a favor dos Passos.
O clima esquentou há uma semana, quando foram divulgadas conversas telefônicas, gravadas pela Polícia Federal, entre Pedro Passos, o próprio Roriz e políticos do primeiro escalão do governo, como o secretário de Comunicação Weligton Moraes e o presidente da Câmara Legislativa, Gim Argello (PMDB). As fitas revelaram a atuação dos governistas no processo de regularização de condomínios irregulares por todo o DF. Também mostraram a movimentação nos bastidores para amenizar a atual crise.
‘‘O que acontece hoje é que Roriz não tem aliados ao seu lado, mas dependentes. Não há mais puxadores de votos como Benedito Domingos, Luiz Estevão, Wigberto Tartuce e Jofran Frejat.Em vez de disputar votos, aliados disputam o ombro de Roriz. Isso tem causado a grande divisão dentro do governo’’, avaliou um ex-aliado de Roriz. A expectativa dos rorizistas para encerrar a briga é o fim das eleições. ‘‘Tem gente torcendo para domingo chegar logo’’, brincou um parlamentar da base de apoio a Roriz.
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