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debate
Roriz ataca Cristovam para atingir Magela
Candidato do PMDB evitou responder por que a Polícia Civil não prendeu os irmãos Passos. Petista propôs ao governador uma visita aos hospitais públicos
Da Redação
| Ronaldo de Oliveira |
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O governador Joaquim Roriz (PMDB) deixou claro, logo no primeiro bloco, que uma de suas estratégias para o debate realizado na noite de ontem pela Rede Record seria a de relacionar a imagem de Geraldo Magela (PT) à gestão do também petista Cristovam Buarque, que governou o Distrito Federal de 1995 a 1998.
Roriz perguntou sobre uma dívida de R$ 350 milhões que o governo do PT teria deixado. Mais adiante, questionou Magela sobre uma possível tentativa de Cristovam de privatizar o Banco de Brasília (BRB). No segundo bloco, a estratégia de Roriz continuou a mesma, quando ele afirmou que o governo de Cristovam nada fez pelo trânsito e perguntou o que Magela faria nesta área.
A tática do governador mereceu uma chamada de seu adversário: ‘‘O senhor está disputando o segundo turno é com Geraldo Magela, não com Cristovam. Eu quero olhar para o futuro’’, disse o petista.
O momento de maior constrangimento para Joaquim Roriz aconteceu quando foi perguntado sobre o fato de a polícia não ter conseguido prender os irmãos Pedro e Márcio Passos. ‘‘Essa pergunta eu deixo de responder porque é uma ofensa às polícias’’, afirmou Roriz. ‘‘Se a Polícia tivesse orientação para prender, teria prendido’’, retrucou Magela.
O passado pautou o debate desde o início. A polêmica da regularização do Condomínio Alto da Boa Vista apareceu logo na abertura do encontro, mediado pela jornalista Mônica Waldwogel.
Roriz perguntou a Magela o que ele fez para barrar a implantação do condomínio quando era secretário de Habitação, durante a gestão de Cristovam. O petista afirmou que cancelou a regularização do Alto da Boa Vista. Mas Roriz afirmou que não há no processo que trata do condomínio nenhum despacho assinado pelo petista.
Saúde
Nas perguntas sorteadas por temas, Magela insistiu no assunto que elegeu como prioritário para o debate: a situação da saúde no DF. O candidato petista convidou Roriz a visitar três hospitais públicos hoje pela manhã. Roriz declinou a proposta.
Perto do final do debate, a mediadora perguntou aos dois se eles aceitariam a proposta de visita de algum hospital público. ‘‘Gostaria de ir a um hospital construído pelo governo anterior. Não há nenhum’’, ironizou o candidato do PMDB. ‘‘Vamos ao Centro Materno-Infantil do Hospital de Ceilândia’’, disse Magela, referindo-se à obra de Cristovam Buarque.
Ao final do encontro, Magela criticou os gastos do governo Roriz com publicidade. O candidato do PMDB retrucou que a administração Cristovam tinha sido condenado pela justiça por ter gasto ‘‘demasiadamente’’ com propaganda. ‘‘O governo anterior não tinha o que mostrar. Me desculpe a falta de modéstia, mas eu tenho o que mostrar. Não é propaganda, é campanha institucional’’, afirmou Roriz.
‘‘Quando se faz muita propaganda, é para se esconder o que não se faz. É desumano gastar R$ 100 milhões em propaganda e não ter remédio no hospital’’, criticou Magela, voltando a atacar a política de saúde pública do Distrito Federal. O próximo debate entre os candidatos ao GDF será realizado na próxima quinta-feira pela Rede Globo.
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Frases
IRMÃOS PASSOS
‘‘Esta pergunta (Magela perguntou por que a Polícia Civil do DF não prendeu os irmãos Pedro e Márcio Passos, quando eles estavam foragidos da Justiça), vou aproveitar meu tempo, eu deixo de responder essa pergunta porque ela não traz nada de novo ao telespectador. Portanto, é uma pergunta que eu deixo de responder porque é uma
ofensa às polícias.’’
Joaquim Roriz
‘‘Ele é o comandante-em-chefe da Polícia Civil, mas é também amigo de Pedro Passos. Não há coincidência nesse caso. A Polícia Civil do Distrito Federal é a melhor do Brasil. Se tivesse orientação para prender, teria prendido. O diretor da Polícia Civil faz muito mais arapongagem política do que polícia.’’
Geraldo Magela
SAÚDE PÚBLICA
‘‘Claro que acompanho a situação, por entender que a saúde é fundamental. Ele antecipa-se em falar de falta de remédios, mas não há condições de fazer grandes estoques, estamos comprando diariamente. Os hospitais estão muito bem equipados e não está faltando medicamento, com algumas exceções. É normal faltar um dia. E existe uma sobrecarga de quem vem de fora.’’
Joaquim Roriz
‘‘Usar o argumento de que Brasília atende a um número de pessoas maior, sempre foi assim, isso não aconteceu no atual governo. O que falta é uma política séria para a saúde pública do Distrito Federal. Vamos nós dois, amanhã (hoje), às nove da manhã, visitar três hospitais?’’
Geraldo Magela
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