Ginecomastia
Aumento da glândula mamária no homem pode levar à formação de uma pequena mama
César Henrique Arrais (texto)
Rubens Paiva (infografia)
Constrangimento. Esse é o principal motivo que leva uma pessoa que sofre de ginecomastia a um consultório médico. A doença, que consiste no aumento das mamas no homem por variados motivos, não tem maiores conseqüências clínicas. O que incomoda mesmo é o aspecto estético, já que o peitoral fica longe de ter uma imagem sarada, tão cultuada entre os homens que procuram demonstrar virilidade por meio do seu físico.
Existe a ginecomastia que acontece apenas por aglomeração de tecido adiposo (gordura) na região do tórax. Nesse caso, para se livrar do problema, basta um controle alimentar somado a exercícios físicos. Nos casos mais crônicos, pode-se fazer uma cirurgia de lipoaspiração.
Há também as ginecomastias que ocorrem em função do aumento da glândula mamária. Podem acontecer naturalmente em função dos desequilíbrios hormonais que acontecem no corpo em fases da vida, como a primeira infância, a adolescência e a andropausa — após os 45 anos. ‘‘Nos bebês e nos jovens, em geral, o problema regride naturalmente. Já na andropausa, como há diminuição drástica dos hormônios masculinos, pode ser necessário algum tipo de tratamento’’, explica a mastologista Carolina Miranda.
Além disso, a ginecomastia pode ser ocasionada por doenças que aumentam a ação dos hormônios femininos, o estrógeno, no corpo, como tumores no testículo e obesidade. O uso de cremes com estrógeno e de alimentos enriquecidos com hormônios também podem desencadear a formação de uma pequena mama no homem.
O consumo de remédios para pressão, gastrite e depressão, além do uso indiscriminado de drogas como a maconha, o álcool e a heroína podem concorrer favoravelmente ao aparecimento da ginecomastia. ‘‘Essas substâncias diminuem a ação da testosterona no organismo’’, afirma Carolina.
De acordo com a mastologista, o tamanho da mama pode diminuir em até 40% retirando o fator que colabora para o aparecimento da ginecomastia. Para os casos mais complicados, a solução é a cirurgia, que extrai a glândula mamária, associada a uma lipoaspiração.
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