Warning: main(/web/sites/correiobraziliense/www/acessorestrito/usuarioValidacao.php) [function.main]: failed to open stream: No such file or directory in /web/sites/correiobraziliense/www/cw/EDICAO_20030908/pri_pol_080903_21.htm on line 11

Warning: main() [function.include]: Failed opening '/web/sites/correiobraziliense/www/acessorestrito/usuarioValidacao.php' for inclusion (include_path='.:/usr/web/inc') in /web/sites/correiobraziliense/www/cw/EDICAO_20030908/pri_pol_080903_21.htm on line 11
Correio Braziliense Correio Braziliense

 Brasília, segunda-feira, 08 de setembro de 2003
CEDOC | Assinaturas | Classificados
Capa
Índice
Política
Economia
Brasil
Opinião
Mundo
Cidades
Esportes
      Cultura
      Direito & Justiça
      Gabarito
      Informática
      Lugares
      Veículos
      Fim de Semana
      Pensar
      Super!
      Revista D
      Trabalho
      TV
 Bate-pronto
 Brasil S/A
 Crônica da Cidade
 Desabafo
 Grita Geral
 Memória do Correio
 Nas Entrelinhas
 Sites
 Sr. redator
 Tome Nota
 360 graus


 Domingo
 Segunda
 Terça
 Quarta
 Quinta
 Sexta
 Sábado

Pioneiros
Brasileirão 2003
Tabela da Segundona
Brasília, minha casa
4 + 3 - Sete visões de Brasília
Correio 2003

  
Tema do Dia - Sete de Setembro
Paz na pátria

Servidores, petistas, rorizistas, radicais, skinheads. Todos resolveram conceder um dia de trégua ontem ao país. A festa, que reuniu cerca de 50 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, foi absolutamente pacífica

Da Redação

Ronaldo de Oliveira
Lula hasteia a bandeira brasileira que recebeu do pára-quedista Paulo Roberto Morais. É o início da festa da independência, que reuniu 50 mil na Esplanada dos Ministérios. O povo sentiu o isolamento do presidente
 
Os servidores públicos,irados com os prejuízos que acumulam com a reforma previdenciária. A esquerda radical, cada vez mais isolada do PT e do próprio governo. Os excluídos, que clamam por ações sociais mais efetivas. E, em Brasília, mesmo as claques de uma cidade historicamente dividida entre aqueles que hoje estão no poder federal e os que detém o comando estadual. Até os agressivos skinheads resolveram dar uma trégua ao país. Na festa idealizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tirou o desfile do nicho do Setor Militar Urbano e trouxe a comemoração para perto do povo na Esplanada dos Ministérios, nenhum protesto. Nenhum incidente digno de nota.
  Durante a semana, chegaram a haver boatos de que os aliados do governador Joaquim Roriz poderiam realizar um apitaço, em resposta às vaias dos petistas à vice-governadora Maria de Lourdes Abadia, há três meses, em uma solenidade no Palácio do Planalto. O próprio governador desestimulou qualquer ato do tipo. Assim, grupos de tendências ideológicas diversas participaram juntos da da celebração à pátria. Ao todo, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de 50 mil pessoas. Uma considerável multidão. Principalmente se comparada aos 15 mil que assistiram à parada do ano passado no Setor Militar Urbano. De acordo com a Presidência da República, a festa custou R$ 1 milhão.

Maravilhoso
‘‘Foi a primeira vez que participei. Foi maravilhoso!’’, disse, ao final, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bastante animado, o presidente acompanhou todo o evento, que começou por volta das 9h30, e foi aberto por pára-quedistas do Exército, que lhe entregaram uma bandeira nacional. Na sequência, Lula ajudou os oficiais a hasteá-la. Solene, desta vez o presidente evitou quebrar protocolos. Não conversou com autoridades e políticos. Reservou-se apenas a alguns comentários sobre o próprio desfile com sua mulher, a primeira-dama Marisa Letícia. Lula deixou a Esplanada dos Ministérios por volta das 13h, em comboio presidencial. Seguiu direto para o Palácio do Planalto onde participou, à tarde, de um ato cívico organizado pelo Ministério da Educação.
  Bem verdade que a própria organização da festa contribuiu para evitar os protestos. A idéia do pouso dos pára-quedistas levando a bandeira que o presidente hastearia no início do desfile foi um achado para os seguranças do presidente. Virou uma forma justificável de isolar um amplo espaço em volta de Lula. Não ficou parecendo uma antipática ação de proteção ao presidente. Mas o campo necessário para a descida dos pára-quedistas. Por tabela, impediu a aproximação das pessoas, para protestar ou confraternizar com Lula.

Cadê o presidente?
Por mais impressionante que tenha sido o pouso dos pára-quedistas, porém, o isolamento do presidente foi sentido pela população. ‘‘Cadê o presidente?’’, perguntava a todo momento Fellype de Paulo, de 13 anos. Ele seus irmãos, Loyane Thayla, 11 anos, Hanna Skartely, 10 anos, e Randall Stanley, de seis, foram à Esplanada com o único propósito de ver Lula de perto. Chegaram a pular a cerca que impedia a passagem do público para a pista do desfile só para chegar mais próximos do palanque presidencial. Saíram frustrados. A cada tropa que passava, Randall perguntava se era a vez de Lula.
  Os poucos populares que conseguiram olhar para o presidente ganharam esse privilégio por acaso. Uma arquibancada reservada para convidados da Secretaria Geral da Presidência acabou vazia e liberada para os que assistiam ao desfile. Lula acabou concedendo alguns acenos ao povo que se agrupou ali.
  Longe dali, um grupo menos amistoso, de Santa Maria (RS), ensaiou um protesto contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Cerca de 30 rapazes distribuíam à multidão quatro mil panfletos com textos contra a abertura das fronteiras alfandegárias nas américas. ‘‘A Alca é livre comércio só para os Estados Unidos’’, discursava o professor Angelo Balbino, 34 anos. E o que isso tem a ver com o Dia da Pátria? ‘‘Tivemos a independência política e, agora, lutamos pela independência econômica’’, emenda ele. Lula e as autoridades passaram longe deles.
  No canteiro central da Esplanada dos Ministérios, em meio a multidão eufórica vestida de verde e amarela, um grupo de jovens — a maioria rapazes em torno dos 20 anos de idade — chamava a atenção pelas cabeças raspadas e trajes atípicos, com suspensórios e botas de guerra. Eram integrantes do movimento ultranacionalista Carecas do DF, para quem o 7 de setembro é o dia mais importante do ano.
  ‘‘Viemos para marcar presença neste evento que ressalta toda a importância dos nossos valores nacionais. Temos um amor muito grande por nossa pátria’’, diz André, membro do grupo. Nenhum careca votou em Lula. Mas ontem não foi dia de vaia. Ontem, foi dia de paz. Paz que seguiu até a noite, no encerramento da festa, com os shows dos grupos folclóricos Flor de Babaçu e Casa de Farinha e da banda baiana Jerônimo.


Foi a primeira vez que participei.
Foi maravilhoso!

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

A festa é bonita, mas eu queria mesmo era conhecer o presidente

Loyanne Thalia, 11 anos, que foi à Esplanada apenas ver Lula



 
Editor: Eumano Silva // eumano.silva@correioweb.com.br
Subeditores: José Carlos Vieira e Oswaldo Buarim Jr.
fax: 342-1155 • e-mail: politica@correioweb.com.br
Tels. 342-1100 • 342-1104


Warning: main(config.inc) [function.main]: failed to open stream: No such file or directory in /web/sites/correiobraziliense/www/cw/EDICAO_20030908/ultimas.htm on line 2

Fatal error: main() [function.require]: Failed opening required 'config.inc' (include_path='.:/usr/web/inc') in /web/sites/correiobraziliense/www/cw/EDICAO_20030908/ultimas.htm on line 2