MESSIAS DE SOUSA
Ex-secretário de Desenvolvimento Social |
SUSANA MACHADO
Delegada titular da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA)
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GUSTAVO RIBEIRO
Secretário da Criança e Assistência Social |
GERALDINHO VIEIRA
Presidente da Agência de Notícia dos Direitos da Infância (ANDI)
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| ‘‘É preciso o cumprimento do Estatuto da Criança
e do Adolescente, o que representa um grande desafio. Que se faça
o atendimento às crianças em situação de risco, com ajuda à família
e proteção às crianças em abrigos, que têm de ter eficácia. Que
sejam reimplantadas as Casas Abertas, um tipo específico de abrigo
que permite a reintegração ao ambiente familiar, previne infrações
e recupera ex-infratores com trabalho educacional. Garantir escolas
para crianças não é só garantir a matrícula, mas a presença delas
em sala de aula. Deve-se incentivar atividades relacionadas ao esporte
e à cultura. Que se dê assistência psicológica e médica às vítimas
de drogas e alcoolismo. Descentralizar o sistema punitivo, separando
pequenos de grandes infratores. Não basta um programa só. São necessárias
várias ações integradas.’’ |
‘‘É preciso dar uma atenção especial às crianças
e adolescentes, principalmente por parte dos pais, que têm de assumir
seu papel. E a sociedade, em vez de somente reclamar, precisa ajudar
e entender o problema. O poder público tem de garantir os direitos
individuais, ou seja, cumprir o que diz o artigo 227 da Constituição,
que é dar saúde, educação. Os pais têm que acompanhar o desenvolvimento
da criança e impor limites: o que não pode não pode e ponto. Têm
de acompanhar de perto os filhos. É preciso conversar, conversar
e conversar com os filhos. O combate às drogas é uma ação internacional.
É preciso dar atenção aos pais e aos desajustes familiares. E a
comunidade tem que participar dos trabalhos voluntários que visam
tirar as crianças das ruas. E combater as desigualdades sociais,
o que é óbvio.’’ |
‘‘É uma questão que preocupa o mundo inteiro.
A competição dos nossos dias gera a violência infanto-juvenil, que
é agravada pelo consumo de drogas. É necessário o fortalecimento
do núcleo familiar com ações que reduzam os níveis de desemprego.
Tem-se que preparar a família para as novas situações do mundo de
hoje. É preciso reforçar a rede de proteção ao jovem, nas escolas
e na saúde. Temos feito neste governo atendimento às crianças vítimas
de violência intra-familiar, em parceria com a UnB, o que pretendemos
tornar permanente; o programa Esporte à Meia-noite, que tira o jovem
da rua; estamos aumentando a permanência do jovem na escola, com
maior carga horária de aulas. E temos de ocupar os jovens nos fins
de semana, como ocorre em programas internacionais.’’ |
‘‘As infrações cometidas por adolescentes chocam
a sociedade, mas elas são em percentual ínfimo, se comparadas com
as infrações cometidas por adultos. Obviamente que o crime cometido
por crianças e adolescentes tem impacto maior. Os jovens não encontram
lugares para exercitar a sua energia e liderança, que alguns têm
de forma natural. É preciso incentivar o protagonismo juvenil, dando
espaço e condições para eles se exercitarem, seja por meio de esportes,
cultura ou lazer. Todo ser humano necessita de aplauso, reconhecimento.
Quando não há espaço para esse referencial como pessoa, o adolescente
parte para a agressão. É preciso estabelecer políticas públicas
mais amplas. Existe uma secretaria da Juventude no atual governo
que até hoje não disse a que veio, não fez absolutamente nada.’’
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