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Como melhorar a saúde pública no DF?

 
 
 
ARNALDO BERNARDINO ALVES
Presidente do Sindicato dos Médicos do DF
EDUARDO GUERRA
Presidente do Conselho Regional de Medicina
DIAULAS COSTA RIBEIRO
Promotor de Defesa dos Usuários do Serviço de Saúde (Pro-Vida)
JOFRAN FREJAT
Secretário de Saúde
‘‘Considero a saúde pública do DF a melhor do país. Brasília é uma cidade nova que teve a oportunidade de ser bem estruturada. Mas, a exemplo do que vem ocorrendo no resto do país, a saúde vem se deteriorando. O problema é que Brasília tem um cinturão de cidades sem infra-estrutura de saúde. Deveria ser formado um tripé: governo, sociedade e médicos para resolver esses problemas. Pois, juntas, essas cabeças pensantes teriam boas soluções. Para suprir a carência de profissionais de saúde, é preciso resolver a falta de condições de trabalho e os baixos salários. O que falta são atrativos, pois há profissionais suficientes para atender a demanda. O Ministério da Fazenda precisa entender que Brasília é uma cidade diferente do resto do país.’’ ‘‘O DF tem hoje a única rede de instituições públicas na área de saúde que permanece inteira, com boas condições de funcionamento. Não existe comparação com nenhuma outra cidade. Entretanto, não é suficiente porque 50% dos pacientes atendidos, segundo dados oficiais, são de fora do DF. Isso é falseado porque esses pacientes dão como endereço o de um parente que more aqui. A melhora na saúde pública no DF depende da melhora da saúde pública no país. A maioria dos pacientes de fora vêm em busca de atendimentos primários e secundários, menos complexos. Essas pessoas vêm para cá em busca de condições de saúde que deveriam encontrar na sua região. Mas o quadro sanitário no país é ruim. É isso que sobrecarrega o sistema.’’ ‘‘Temos que criar um mecanismo para deixar os doentes dos outros estados em seus locais de origem. Acabar com a importação de doentes e implementar uma política de saúde nestes municípios que não seja apenas a compra de ambulâncias. Em segundo lugar, é preciso impedir que as ambulâncias deixem seus doentes aqui e voltem para casa. Porque além de cuidar do doente, o GDF tem ainda que pagar a passagem de volta. A última sugestão é criar um mecanismo para cobrar dos causadores de acidentes ou lesões graves, que possam pagar pelo atendimento médico. O seguro obrigatório de carros, por exemplo, só repassa as verbas para hospitais privados.’’ ‘‘Precisamos construir hospitais nas cidades satélites que ainda não dispõem de leitos públicos, além de estimular a criação de entidades assistenciais de Saúde em cidades do Entorno e nas cidades que transferem doentes para o Distrito Federal. Também é importante oferecer salários atraentes para os profissionais de Saúde e reequipar a rede hospitalar. A quinta coisa a ser feita é ativar leitos que hoje estão desativados. Construir centros de Saúde e postos urbanos de Saúde nas cidades satélites também deve ser encarado como prioridade. A última coisa para melhorar a saúde pública no DF é investir em educação para a Saúde e no programa Saúde da Família.’’
 


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